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    Cuidados paliativos e atendimento humanizado: uma assistência personalizada aos pacientes


    Postado em 24/09/2020




    Os cuidados paliativos e o atendimento humanizado desenvolvidos no Hospital Lifecenter busca enxergar os pacientes além de suas doenças. Proporcionar atenção, conforto e cuidado em respeito ao momento da saúde e emocional do paciente é foco da equipe multidisciplinar. Os profissionais buscam compreender e ajudar o paciente da melhor maneira ao tratar, escutar e viabilizar as relações familiares. 

    Mas, afinal, o que são os cuidados paliativos?


    O cuidado paliativo visa garantir boa assistência ao paciente. O objetivo é possibilitar ao paciente viver mais ativamente e com o melhor controle de sintomas possível quando portador de uma doença limitadora da vida. O trabalho envolve oferecer um sistema de suporte para auxiliar o paciente e seus os familiares durante a doença. O objetivo é possibilitar ao paciente viver tão ativamente quanto possível até o momento da sua morte. 

    "Não queremos abreviar a vida, pelo contrário, queremos prolongá-la de forma digna pelo maior tempo possível. Reconhecemos a morte como um processo natural da vida, mas, não achamos que seja a solução. Ela vem no tempo certo. Nós não decidimos quando", destaca a cirurgiã geral e paliativista, Dra Terezinha Valéria Ferreira Matoso.

    A médica cita Fernando Pessoa para esclarecer a necessidade do diálogo com todos sobre a vida e a morte: “O próprio viver é morrer, porque não temos um dia a mais na nossa vida que não tenhamos, nisso, um dia a menos nela”. 

    Especialista em cuidados paliativos, Dra Terezinha Matoso faz parte da diretoria da Sociedade de Tanatologia e Cuidados Paliativos de Minas Gerais (Sotamig) e de vários grupos brasileiros que discutem o tema.

    O olhar humano


    A Psicóloga Clínica Hospitalar, Letícia Maroni, integra a equipe de cuidados paliativos do Lifecenter, e destaca algumas ações neste tipo de tratamento. “O cuidado deve ser individualizado. À medida que as necessidades dos pacientes e de seus familiares vão surgindo, discutimos sobre a melhor forma de cuidar. Enxergamos além do que, geralmente, se pensa enquanto tratamento, que é a cura de alguma doença. O cuidado paliativo preza pelo conforto, pela qualidade de vida e pela redução dos sintomas, independente do momento da doença que o paciente se encontra”, pontua. 

    Esses cuidados são destinados aos pacientes com alguma doença limitadora da vida e podem ser estabelecidos em vários momentos. 

    De acordo com Letícia Maroni, os cuidados com os pacientes e familiares podem englobar diversos aspectos, dentre eles a retirada da dor, a atenção às questões religiosas e espirituais, a alimentação e propostas de cuidado com a saúde emocional de todos os envolvidos no processo. “Com certeza é um tipo de cuidado mais humanizado”, frisa a psicóloga.

    Cuidado paliativo: benefícios aos pacientes 


    O Hospital Lifecenter iniciou o processo do tratamento com cuidados paliativos há quatro anos. Foram realizados vários treinamentos de equipes e criação de um protocolo, pelo qual passam 100% dos pacientes. Caso sejam para apoio paliativo, determinado pelo médico assistente, os casos são classificados como: precoce, complementar, predominante ou exclusivo. 
    "Precisamos esquecer o conceito que cuidados paliativos são só para pessoas que estão morrendo, isso não é verdade. Assim como não é verdade que cuidados paliativos aceleram a morte ou são para pacientes "que não tem mais o que fazer”. Temos sim o que fazer e cuidar e... muito", esclarece Dra. Terezinha Matoso.

    A médica ressalta o grande benefício em se realizar o tratamento paliativo adequado é o aumento da sobrevida dos pacientes. “A boa qualidade de vida proporcionada por uma assistência adequada com o controle impecável dos sintomas mostra o aumento de sobrevida nos pacientes com doenças limitadoras da vida em relação aos pacientes que não tiveram acesso aos cuidados paliativos, isso já está provado cientificamente”, frisa.

    A psicóloga Letícia Maroni destaca a importância deste tipo de atenção proporcionada pelo hospital aos pacientes.É lembrar que a gente sempre tem alguma coisa para fazer. Ainda que o tratamento, às vezes, já não seja mais um tratamento curativo, a gente sempre tem um tratamento para poder oferecer, visando o conforto e a qualidade de vida, de pacientes e familiares. Isso é exatamente o que o cuidado paliativo preza”, pontua. 

    E como é o trabalho da equipe?


    O trabalho é intenso para não permitir que deixe de ser feito o cuidado em nenhum dia da vida daquele paciente. Para isso, é oferecida uma abordagem interdisciplinar da equipe:

    -Médica;

    -Enfermagem;

    -Fisioterapia;

    -Psicologia Hospitalar;

    -Nutrição;

    -Farmácia;

    -Fonoaudiologia;

    -Além de todos os profissionais que passam pelo paciente, seja no hospital ou em casa.

    A Dra Terezinha Matoso registra que o médico não faz ações paliativas sozinho. É preciso promover atenção às necessidades dos pacientes, seus familiares e cuidadores; do acompanhamento ao luto. A médica conta que o grupo interconsultor se reúne semanalmente com a equipe multiprofissional  para discutir os casos dos pacientes.  

    O atendimento humanizado para além do cuidado paliativo


    Quando alguma pessoa passa por um momento de diagnóstico de uma doença ou processo de internação, ela necessita de apoio. E este apoio vem de várias maneiras, não só com o tratamento - extremamente fundamental - proposto pelos médicos. Neste momento, a equipe hospitalar inicia diversas intervenções para garantir conforto e bem-estar no processo de recuperação dos pacientes. Isto é o atendimento humanizado. 

    A Psicóloga Clínica hospitalar, Letícia Maroni, reforça que humanizar um trabalho é atender o paciente nas demandas e necessidades especificas, individualmente. “No hospital, trabalhamos com humanização nos setores como um todo, tanto nas UTIs quanto nas Unidades de Internação”, destaca. 

    A psicóloga integra a equipe de Cuidados Paliativos e atende pacientes e famílias nas UTIs (Unidade de Terapia Intensiva) e Unidades de Internação, inclusive pacientes do COVID-19.

    Ela avalia que as questões emocionais são tratadas de forma individualizada, de acordo com o que vai acontecendo com cada paciente e familiar. “A gente tem essa proposta de trabalho humanizado para todos”, pontua. É conhecedor que o sofrimento daquele paciente que está na UTI pode gerar impactos para a recuperação dele.
    "Não só o sofrimento físico, a dor, mas também as questões emocionais que perpassam ali na UTI. O fato de estar mais sozinho, de estar em um risco maior ou com maior gravidade, traz grandes repercussões emocionais geradas pelo imaginário de pacientes e familiares", acrescenta Letícia Maroni.

    Quais são as medidas tomadas?


    O olhar cuidadoso com os pacientes que estão internados é de grande importância durante o atendimento humanizado. Assim, com a máxima atenção e após uma discussão de cada caso pela equipe de enfermagem, médica e de psicologia são tomadas algumas medidas, como:

    -Viabilizar a proximidade das famílias aos pacientes, seja por meio de vídeo chamada ou presencialmente;

    -Deixar os familiares permanecerem com o paciente com um tempo maior;

    -Possibilitar visita de crianças para promover o contato entre avôs, netos e filhos - de grande importância para os pacientes (cabendo às devidas análises individuais diante da pandemia da COVID-19);

    -Caso não seja possibilitada a permanência de familiares e crianças com os pacientes, é pedido para que as famílias levem objetos pessoais. Fotos da família, pessoas queridas dos pacientes e animais de estimação, além de cartas de netos e filhos são entregues. Assim, as boas lembranças e carinho chegam até o paciente.

    “Isso tem sido feito intensamente, inclusive nos casos de pacientes de COVID-19, que estão com restrição com relação ao contato. Colocamos nos leitos as mensagens familiares   e as fotos.  Fazemos vídeo chamadas entre a família e o paciente, como forma de humanizar o cuidado”, comenta Letícia. A psicóloga conta que se o paciente não consegue ligar ou ficar com o celular, a equipe realiza as chamadas. As UTIs do Lifecenter possuem tablets para facilitar a comunicação entre as pessoas internadas e suas famílias. 
    "Pensamos nestas ações para que a questão emocional não fique de lado nesse momento tão importante para eles, que é o fato do isolamento durante a internação hospitalar", comenta Letícia Maroni. 

    Adaptação da humanização com os pacientes de COVID-19


    Os pacientes internados com COVID-19 têm algumas particularidades que os diferenciam aos outros, entre elas, o isolamento. Algumas adaptações são necessárias, para garantir o atendimento humanizado com os pacientes e o cuidado com os visitantes. Isso porque, o atendimento para o processo de recuperação leva em consideração o risco de contágio em visitas presenciais.

    “A gente faz esse cuidado humanizado adaptado, por exemplo, com relação das chamadas de vídeos para as famílias, para os entes queridos dos pacientes e com relação às fotos, as cartas, que a gente traz para esse paciente. É uma forma de aproximá-lo das pessoas que são queridas para ele e trazer esse conforto emocional”, ressalta a Psicóloga Clínica hospitalar, Letícia Moroni. 

    Dessa forma, é compreendido a necessidade de um olhar mais cuidadoso em vista de ser uma doença nova. “O impacto emocional que essa doença está gerando no mundo, como um todo, pelo número de mortes, pelas gravidades que estão aparecendo e então a gente tem tratado os pacientes e as famílias da COVID-19 de forma humanizada, de forma adaptada dentro da possibilidade e da necessidade”, observa.

    A Dra Terezinha Matoso ressalta que nesta pandemia os paliativistas foram muito requisitados para lives e discussões. “A morte ficou muito próxima de todos e não só dos pacientes. Os profissionais se adaptaram maravilhosamente bem para que a humanização adquirisse formas nunca antes pensadas e por meios inéditos de comunicação entre pacientes e familiares”, observa. 

    A médica observa a experiência que a pandemia da COVID-19 pode deixar. “Será inesquecível e de grande ganho o que essa pandemia poderá deixar de herança se nós quisermos em termos de cuidar humanizado e se aprendermos a “pausar” nossa vida”, conclui. Para finalizar, ela reflete e cita o pensamento de Cecily Saunders: “O sofrimento somente é intolerável quando ninguém cuida”.

    Saiba mais


    Agora você sabe como os cuidados paliativos contribuem com o atendimento humanizado. Então, aproveite para conhecer também, os direitos e deveres dos pacientes.

    Plano de Educação dos Pacientes e Familiares
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